quarta-feira, 6 de Novembro de 2013

Mudança de blogue

Caros, desejo vos comunicar que a partir de agora escreverei exclusivamente no blogue Prometheo Liberto, continuando o trabalho que fazia por cá nesse projecto por lá. Agradeço a todos pelo apoio que recebi durante estes anos. Não foram poucas as vezes que estive prestes a desistir, chegando por vezes a desistir de facto, e foi só graças ao apoio dos meus poucos e bons leitores, alguns dos quais considero amigos, apesar de nunca os ter visto, que continuei. O Gládio continuará no ar, de modo a que os posts fiquem acessíveis para todos os que desejarem investigar o seu conteúdo. Um grande abraço a todos e que a Providência nos ajude a alcançar a victória contra o inimigo comum.

terça-feira, 15 de Outubro de 2013

O maravilhoso mundo que a Revolução Protestante criou

Arte protestante.

Há poucos dias li um artigo escrito por um desses fanáticos protestantes onde a Igreja católica era atacada com mentiras criadas para esconder os crimes protestantes, mentiras essas destruídas nas últimas décadas pela historiografia séria, feita a partir de documentos e da investigação e não da repetição do que foi escrito nos últimos séculos pelos vencedores da história:
 

Deveria o tal pastorzeco de seita com nome brega pensar na seguinte questão: se o protestantismo é tão bom, porque todos os movimentos de ataque contra a civilização cristã foram criados nas nações onde a Revolução Protestante destruiu o catolicismo, onde se inclui quase todo o mundo germânico, ou onde o protestantismo teve influência suficiente para alterar o equilíbrio antes existente, como em França.
E por falar em movimentos de ataque contra a civilização cristã, eis a última novidade: acabo de saber a respeito de uma "artista" que mata e tortura animais para criar as suas "obras". Senhores, vos peço para assinarem uma petição contra essa criminosa:


Infelizmente, tudo isso há de chegar a Portugal. As nações protestantes, como sabemos, não se contentam em viver ao seu modo. Para elas, é preciso impor o seu modelo a todos. Os protestantes são assim enquanto indivíduos e, por extensão, enquanto nações. Para além de séculos de convivência com essa praga, não faltam exemplos recentes. Desde as guerras começadas por Bush até o barco do aborto invadindo o nosso mar territorial para nos impor a legalização do aborto.  

Escreverei mais sobre o assunto, mas o farei no Prometheo Liberto. 
 
 

quinta-feira, 15 de Agosto de 2013

Sobre o projecto Prometheo Liberto

Como prometido, venho agora vos falar do projecto Prometheo Liberto. Há bastante tempo havia reparado que a blogosfera estava dominada por blogues colectivos, e era normal que assim fosse, afinal, quase ninguém tem muito tempo para os blogues e assim acabam os blogues colectivos por ter mais audiências pois neles é possível entrar muito material, poupando assim ao leitor a tarefa de fastidiosa de visitar vários blogues diferentes todos os dias. Porém, nenhum desses blogues colectivos escapavam de serem pautados pelo mundo das notícias de jornal, à excepção de alguns dos seus participantes. Além disso, nesse mundo dos blogues se nota a supremacia da esquerda, que por sua vez é resultante da hegemonia liberal nos blogues colectivos conotados com a direita.
Assim, era preciso juntar os tradicionalistas num blogue que pudesse quebrar a vantagem númerica dos adversários, de modo a tentar nivelar o terreno onde se dá o combate das ideias. Sei bem que a força das ideias tradicionalistas é tremenda e que somente por omissão criminosa é que estas foram postas de lado. Nada disso seria possível se não houvesse a conivência dos liberais, que aí, como em todas as ocasiões em que podiam fazer a diferença, não hesitaram em se aliar à esquerda com a qual partilham a sua natureza revolucionária. A briga entre socialistas e liberais não passa de uma briga de família para dividir a herança de saque a que os povos tem sido submetidos desde há muito, especialmente depois da revolução francesa, e nada mais.
Sempre que aparecerem os descendentes dos que foram roubados para reivindicar os seus bens, liberais e socialistas se unirão em defesa do que os seus antepassados roubaram. É nesse espírito de reconquista das nossas liberdades tradicionais e de luta contra a espoliação a que ainda somos sujeitos, e que nos levará à total escravização se não for travada, que conversei com algumas personalidades conservadoras/tradicionalistas preocupadas e com elas inaugurei o blogue Prometheo Liberto:

Prometheo Liberto

domingo, 11 de Agosto de 2013

Prometheo Liberto

Caros, peço desculpas pela ausência prolongada, mas outros projectos mais urgentes me impediram de dedicar tempo ao Gládio. Um desses projectos é o blogue Prometheo Liberto, que acabou por nascer prematuramente por causa de felizes acidentes que irei comentar futuramente. Através da ligação abaixo os senhores poderão conhecer esse novo projecto:


Prometo que amanhã voltarei para falar mais desse projecto. Porém, também quero deixar claro que não abandonarei o Gládio, dividindo meu tempo de interacção com os que buscam informações entre os dois blogues. Também tratarei de responder rapidamente os comentários do leitores, que acabei por negligenciar devido aos trabalhos em que estive encerrado nos últimos dias.
Um abraço a todos.

sábado, 29 de Junho de 2013

Com a palavra: Coronel Gélio Fregapani

Caros, tenho tido problemas em conseguir tempo e disposição para escrever no blogue nesses últimos dias, e estou a dever uma resposta a alguns comentários que fizeram por cá. Peço apenas alguns dias para que possa voltar à rotina e tratar de tudo com o cuidado merecido.
Acredito que pouco tenho a acrescentar ao que se passa no Brasil e preciso de mais informações para poder prever com maior precisão o rumo que a grande nação luso-americana está a tomar. Entretanto, deixo aqui um link para um artigo de um velho conhecido do blogue, o coronel Gélio Fregapani, homem ligado há décadas ao mundo da inteligência:

Os rumos que seguimos apontam para a probabilidade de guerra intestina.

Falta ainda homologar no Congresso e unir as várias reservas indígenas em uma gigantesca, e declarar sua independência. Isto não poderemos tolerar. Ou se corrige a situação agora ou nos preparemos para a guerra.
Quase tão problemática quanto a questão indígena é a quilombola. Talvez desejem começar uma revolução comunista com uma guerra racial.
O MST se desloca como um exército de ocupação. As invasões do MST são toleradas, e a lei não aplicada. Os produtores rurais, desesperançados de obter justiça, terminarão por reagir. Talvez seja isto que o MST deseja: a convulsão social. Este conflito parece inevitável.
O ambientalismo, o indianismo, o movimento quilombola, o MST, o MAB e outros similares criaram tal antagonismo com a sociedade nacional, que será preciso muita habilidade e firmeza para evitar que degenere em conflitos sangrentos.
Pela primeira vez em muito tempo, está havendo alguma discussão sobre a segurança nacional. Isto é bom, mas sem identificarmos corretamente as ameaças, não há como nos preparar para enfrentá-las.
A crise econômica e a escassez de recursos naturais poderão conduzir as grandes potências a tomá-los a manu militari, mas ainda mais provável e até mais perigosa pode ser a ameaça de convulsão interna provocada por três componentes básicos:
— a divisão do povo brasileiro em etnias hostis;
— os conflitos potenciais entre produtores agrícolas e os movimentos dito sociais;
— e as irreconciliáveis divergências entre ambientalistas e desenvolvimentistas.
Em certos momentos chega a ser evidente a demolição das estruturas políticas, sociais, psicológicas e religiosas, da nossa Pátria, construídas ao largo de cinco séculos de civilização cristã. Depois, sem tanto alvoroço, prossegue uma fase de consolidação antes de nova investida.
Isto ainda pode mudar, mas infelizmente os rumos que seguimos apontam para a probabilidade de guerra intestina. Em havendo, nossa desunião nos prostrará inermes, sem forças para nos opormos eficazmente às pretensões estrangeiras.

A ameaça de conflitos étnicos, a mais perigosa pelo caráter separatista

A multiplicação das reservas indígenas, exatamente sobre as maiores jazidas minerais, usa o pretexto de conservar uma cultura neolítica (que nem existe mais), mas visa mesmo a criação de "uma grande nação" indígena. Agora mesmo assistimos, sobre as brasas ainda fumegantes da Raposa-serra do Sol, o anúncio da criação da reserva Anaro, que unirá a Raposa/São Marcos à Ianomâmi. Posteriormente a Marabitanas unirá a Ianomâmi à Balaio/Cabeça do Cachorro, englobando toda a fronteira Norte da Amazônia Ocidental e suas riquíssimas serras prenhes das mais preciosas jazidas.


O problema é mais profundo do que parece; não é apenas a ambição estrangeira. Está também em curso um projeto de porte continental sonhado pela utopia neomissionária tribalista. O trabalho de demolição dos atuais Estado-nações visa a construção, em seu lugar, da Nuestra América, ou Abya Yala, idealizado provavelmente pelos grandes grupos financistas com sede em Londres, que não se acanha de utilizar quer os sentimentos religiosos quer a sede de justiça social das massas para conservar e ampliar seus domínios. O CIMI, organismo subordinado à CNBB, não cuida da evangelização dos povos indígenas segundo o espírito de Nóbrega, Anchieta e outros construtores de nossa nação. Como adeptos da Teologia da Libertação, estão em consonância com seus colegas que atuam no continente, todos empenhados na fermentação revolucionária do projeto comuno-missionário Abya Yala.
O processo não se restringe ao nosso País, mas além das ações do CIMI, a atuação estrangeira está clara:
— Identificação das jazidas: já feito;
— atração dos silvícolas e criação das reservas sobre as jazidas: já feito;
— conseguir a demarcação e homologação: já feito na maior parte;
— colocar na nossa Constituição que tratados e convenções internacionais assinados e homologados pelo congresso teriam força constitucional, portanto acima das leis comuns: já feito;
— assinatura pelo Itamarati de convenção que virtualmente dá autonomia à comunidades indígenas: já feito.
Falta ainda homologar no congresso e unir as várias reservas em uma gigantesca e declarar a independência, e isto não poderemos tolerar. Ou se corrige a situação agora ou nos preparemos para a guerra.
O perigo não é o único, mas é bastante real. Pode, por si só, criar ocasião propícia ao desencadeamento de intervenções militares pelas potências carentes dos recursos naturais — petróleo e minérios, quando o Brasil reagir.

Quase tão problemática quanto a questão indígena é a quilombola

A UnB foi contratada pelo Governo para fazer o mapa dos quilombolas. Por milagre, em todos os lugares, apareceram "quilombolas". No Espírito Santo cidades inteiras, ameaçadas de despejo. Da mesma forma em Pernambuco. A fronteira no Pará virou um quilombo inteiro.
Qual o processo? Apareceram uns barbudos depiercings no nariz, perguntando aos afro-descendentes: "O senhor mora aqui?" "Moro." "Desde 1988?" (o quilombola que residisse no dia da promulgação da Constituição teria direito à escritura). "Sim". "Quem morava aqui?" "Meu avô." "Seu avô por acaso pescava e caçava por aqui?" "Sim" "Até onde?" "Ah, ele ia lá na cabeceira do rio, lá naquela montanha." "Tudo é seu." E escrituras centenárias perdem o valor baseado num direito que não existe. Não tenho certeza de que isto não seja proposital para criar conflitos.

Tem gente se armando, tem gente se preparando para uma guerra. Temos de abrir o olho também para esse processo, que conduz ao ódio racial. Normalmente esquerdistas, talvez desejem começar uma revolução comunista com uma guerra racial.
Certamente isto vai gerar conflitos, mas até agora o movimento quilombola não deu sinal de separatismo.

Os Conflitos Rurais — talvez os primeiros a eclodir

O MST se desloca como um exército de ocupação, mobilizando uma grande massa de miseráveis (com muitos oportunistas), dirigidos por uma liderança em parte clandestina. As invasões do MST são toleradas e a lei não aplicada. Mesmo ciente da pretensão do MST de criar uma "zona livre", uma "república do MST" na região do Pontal do Paranapanema, o Governo só contemporiza; finge não perceber que o MST não quer receber terras, quer invadi-las e tende a realizar ações cada vez mais audaciosas.
É claro que os produtores rurais, desesperançados de obter justiça, terminarão por reagir. Talvez seja isto que o MST deseja; a convulsão social, contando, talvez, com o apoio de setores governamentais como o Ministério do Desenvolvimento Agrário. Segundo Pedro Stédile: "O interior do Brasil pode transformar-se em uma Colômbia. A situação sairá de controle, haverá convulsões sociais e a sociedade se desintegrará."
Este conflito parece inevitável. Provavelmente ocorrerá num próximo governo, mas se ficar evidente a derrota do PT antes das eleições, é provável que o MST desencadeie suas operações antes mesmo da nova posse.
O ambientalismo distorcido, principal pretexto para uma futura intervenção estrangeira
Já é consenso que o ambientalismo está sendo usado para impedir o progresso, mesmo matando os empregos Caso se imponham os esquemas delirantes dos ambientalistas dentro do governo, com as restrições de uso da terra para produção de alimentos, um terço do território do País ficará interditado a atividades econômicas modernas.
Há reações, dos ruralistas no interior do País, nas elites produtivas e até mesmo em setores do governo, mas as pressões estrangeiras tendem a se intensificar. Se bem que raramente o meio ambiente serviu de motivo para guerra, hoje claramente está sendo pretexto para futuras intervenções, naturalmente encobrindo o verdadeiro motivo, a disputa pelos escassos recursos naturais.
No momento em que a fome ronda o mundo, o movimento ambientalista, a serviço do estrangeiro, mas com respaldo do governo e com apoio de uma massa urbana iludida, chama de "terra devastada" àqueles quadrados verdejantes de área cultivada, que apreciamos ver na Europa e nos Estados Unidos, e impede a construção de hidrelétricas para salvar os bagres. Com a entrada da Marina Silva na disputa eleitoral, nota-se, lamentavelmente, que todos os candidatos passarão a defender o ambientalismo, sem pensar se é útil para o País.

A três passos da guerra civil

O ambientalismo, o indianismo, o movimento quilombola, o MST, o MAB e outros similares criaram tal antagonismo com a sociedade nacional, que será preciso muita habilidade e firmeza para evitar que degenere em conflitos sangrentos.
Várias fontes de conflito estão para estourar, dependendo da radicalização das más medidas, particularmente do Ministério da Justiça:
— Roraima não está totalmente pacificada;
— o Mato Grosso do Sul anuncia revolta em função da decisão da Funai em criar lá novas reservas indígenas;
— no Rio Grande, os produtores rurais pretendem reagir às provocações do MST;
— Santa Catarina ameaça usar a PM para conter a fúria ambientalista do ministro Minc, que queria destruir toda a plantação de maçã.
Uma vez iniciado um conflito, tudo indica que se expandirá como um rastilho de pólvora. Este quadro, preocupante já por si, fica agravado pela quase certeza de que, na atual conjuntura da crise mundial o nosso País sofrerá pressões para ceder suas riquezas naturais — petróleo, minérios e até terras cultiváveis — e estando dividido sabemos o que acontecerá, mais ainda quando uma das facções se coloca ao lado dos adversários como já demonstrou o MST no caso de Itaipu.
Bem, ainda temos Forças Armadas, mas segundo as últimas notícias, o Exército (que é o mais importante na defesa interna) terá seu efetivo reduzido. Será proposital?
Que Deus guarde a todos vocês.
O cel. Gelio Fregapani é escritor, atuou na área do serviço de inteligência na região Amazônica, elaborou relatórios como o do GTAM, Grupo de Trabalho da Amazônia.

Fonte: Conservadorismo Brasil.

quinta-feira, 20 de Dezembro de 2012

Entendam o duelo Carlos Velasco x Orlando Braga (e convite ao Orlando Braga para um debate com um verdadeiro especialista).



Bom, não satisfeito com a minha resposta ao último post do Orlando Braga, resolvi fazer um pequeno apanhado desta discussão para os leitores preguiçosos (mas tratem de ler tudo, por favor), de maneira a introduzí-los à questão.
O filósofo Orlando Braga defendeu uma posição de restricção do direito de posse de armas ligeiras a alguns tipos de armas e calibres que é toda ela baseada em tergivesações técnicas contraditórias e sem sentido. Demonstrei aqui que essas tervigesações não são apenas tervigesações, mas estão totalmente incorrectas, resultando daí que a posição do Orlando Braga é insustentável. Quanto ao resto do que aqui escrevi, especialmente no caso da questão da auto-defesa em relação a forças de um governo tirânico, não obtive resposta. O Sr. Orlando Braga sabe que não admitir que isso é possível é fazer a admissão de que se crê no Fim da História. Não estou a querer com isso insinuar que o Orlando Braga é um "libertário" ou outra merda qualquer, coisa que parece aquele jogo dos putos de esquerda a chamarem uns aos outros de fascistas, mas simplesmente a dizer que ele está a ser incoerente com o resto do que defende nesse pormenor.
Só há duas posições coerentes em relação à posse de armas ligeiras, que é a da total proibição ou a da total liberdade, afinal, os critérios usados para classificar as armas ligeiras em diferentes categorias são falhos se tivermos em conta não a tipologia, mas sim os efeitos que elas podem ter, e muitas vezes contrariam a própria ideia que os proibicionistas light tentam promover, fazendo-os cair como patinhos em contradições que são autênticos tiros pela culatra.
Apesar de estar convicto de que consegui provar que o filósofo Orlando Braga está incorrecto e nada entende de armas, considero legítima e oportuna a sua dúvida em relação à minha competência no assunto, pelo que assim proponho a ele, no caso de continuar agarrado a essa ideia parva de proibicionismo "só mete a cabecinha" e não admitir que não entende nada de armas, ceder o meu espaço aqui no blogue para que toda a sua tergivesação técnica seja escrutinada por quem entende do assunto, e não por um mero curioso que deu uns tiros como eu.
Assim, se o Orlando Braga estiver disposto, chamarei alguém com currículo internacional para avaliar os seus argumentos técnicos, que lembro novamente serem o lastro da sua defesa do direito de posse de umas armas ligeiras e da proibição de outras, e aproveitaremos para também aqui analisar uma conversa sua mais alargada a respeito do mesmo tema, pois não há trabalho sem diversão. Porém, não reclame se depois disso ninguém o levar mais a sério e todos rirem de si. Vale mais a pena ser humilde, admitir que errou e também que fingiu que estava preparado para debater esse assunto, sem estar.

Resposta ao post do Orlando Braga

Acabo de ler a resposta do professor de filosofia Orlando Braga ao meu post (ver aqui). Nesse caso, ainda que isso me custe, provarei que ele não sabe do que fala nessa discussão particular com as próprias palavras dele, e ainda terei o cuidado de o poupar, afinal, tenho aqui um diálogo dele pela net cujo nível de conhecimentos a respeito das armas exibido é equivalente ao das leitoras da revista Maria a respeito de sexo, e estou falando daquelas que perguntam se sexo na primeira vez engravida. Para começar, vamos à parte dos tanques, assunto no qual ele está a se tornar um especialista graças a mim, mas no qual ainda não "acertou com o alvo", para não dizer "no alvo".
Segundo o Orlando, há sítios na net que ensinam onde comprar um T-72. Bom, dá até para comprar outros modelos. Da próxima eu perguntarei ao Orlando se ele prefere que eu meta uma fotografia de uma velharia dos anos 70 ao invés de uma velharia dos anos 40, já que o T-72 o impressionou. O ponto é que tanto um tanque como o outro, e isso vale para qualquer tanque comprado por um civil, não pode ser vendido com o canhão apto a disparar, portanto, estes brinquedos não passam de monstrengos cujo único estrago que podem causar é na conta bancária do tipo que tentar pô-los a andar, ou no coração de alguém que se assuste com tanques...
Depois, disparando sem olhar bem o alvo, ele vem me "corrigir", fazendo o favor de demonstrar novamente que não sabe quase nada de armas. Vejamos:


O segundo erro consiste em dizer que “todas as pistolas são semi-automáticas”; basta “dar uma olhada” na Wikipédia para lermos isto:
“A revolver, which uses multiple chambers and a single barrel, and a derringer, which uses multiple chambers and multiple barrels, also fire one round for trigger pull, but achieve this in different ways and as such are NOT classified as being semi-automatic.”
Um revólver, Orlando Braga, não é uma pistola. Isso eu já sabia com uns oito anos de idade (não é brincadeira). Imagino que deves ter descascado muita batata nos tempos de tropa ou que aquilo era uma putaria, afinal, deveriam ter ensinado isso. Digamos que o Orlando veio para o duelo com um revólver, mas trouxe um carregador de pistola...

Pouco depois, continuando a mesma táctica de fogo cerrado, o Orlando Braga "dispara" essa:

1/ pegamos num Rifle de assalto .223 Bushmaster, que foi uma três armas utilizadas pelo assassino de Newton, e atiramos a 50 metros sobre o peito de uma pessoa.

2/ pegamos num revólver Colt 38 — que tecnicamente não é uma pistola semi-automática — e atiramos a 50 metros sobre o peito de uma pessoa.

A diferença é a seguinte:
  
a) o tiro do Colt 38 neutraliza a acção da pessoa atingida pela bala. Porém, se essa pessoa for transportada ao hospital, existe uma razoável possibilidade de ela sobreviver. 
b) o tiro da Bushmaster, a essa distância, entra pelo peito e sai pelas costas da pessoa atingida. Provavelmente, dependendo do tipo de munição (por exemplo, se a munição for de aço), ao sair pelas costas a bala causa um buraco enorme nas costas. Ou seja, a possibilidade dessa pessoa sobreviver é praticamente ZERO!

Em primeiro lugar, nestas situações de massacre ninguém anda a atirar a 50m, e isso é ainda mais verdade nessa situação. Estamos a falar de espaços restritos, como salas, corredores e casas de banho. Segundo, atirar a 50m em alvos em movimento é diverso de atirar a 50m em alvos parados, como talvez o Orlando tenha feito na tropa, quando deu a sua meia dúzia de tiros, portanto, se fosse isso que tivesse acontecido, somente um número menor de vítimas teria morrido. Carregar um .38 seria mais "produtivo", afinal, o atirador estaria mais leve para perseguir os putos e, não esqueçam, estamos a falar de alvos desarmados.
Quanto à observação do enorme buraco da bala de aço (da próxima só falta usar balas de prata...), está abaixo do nível da revista Maria. O buraco maior causado pela bala na saída acontece quando a bala se deforma com o impacto, coisa que não acontece com uma bala de aço, que é feita para perfurar, sendo assim a de chumbo mais indicada para o efeito.
Há má-fé nessa discussão, como parece óbvio, para não admitir que tudo é fruto da inaptidão cognitiva do dele, mas o Orlando Braga, que diz conhecer um assunto no qual é obviamente um zero à esquerda, não esgota aqui e os indícios da sua ignorância da matéria estão por toda a parte, sendo tantos que não tenho condições de os debater um a um, sob pena de escrever um gigantesco e fastidioso volume cujo conteúdo será semelhante ao daqueles sites onde vêm os erros dos exames escolares.
O tal .223 Bushmaster não é uma arma, para começar, mas apenas uma designação errónea e imprecisa que só leigos que vão na conversa da imprensa usam. Afirmo isso pois a arma que foi usada é um modelo de "AR-15" fabricado pela Bushmaster, que fabrica outros tipos de armas no mesmo calibre, que em Portugal (e no resto do mundo), que fique bem claro,  é conhecido como 5,56 x 45mm, mas que os americanos, por preferirem as polegadas, designam .223. Tal calibre tem uma letalidade baixa que o torna inadequado para as situações de combate de acordo com os soldados americanos, que devem saber um bocado mais de guerra do que o Orlando Braga. Por outro lado, são as forças policiais que preferem este calibre por essa mesma razão. Bastaria acompanhar as discussões em torno do calibre usado pelo exército americano para saber isso, e não acompanhar estas discussões também diz algo a respeito dos seus conhecimentos acerca do balanço de poder no mundo. Orlando, acredite que tens muito a ganhar se estudares estes assuntos.  
Quanto à "terrível" munição de aço, que é usada quando esperamos enfrentar gente com colete a prova de balas, ela está disponível para qualquer calibre, incluindo o .38, que pode inclusivamente ser municiado com balas com maior carga de pólvora e até as balas conhecidas vulgarmente por dum-dum, que fariam um buraco de saída muito mais, realmente muito mais feio do que o da munição 5,56mm. O Orlando está a fazer confusão entre o calibre 5,56mm e o calibre 7,62 x 51mm (mas sem bala perfurante). É nisso que dá tentar entender de armas nuns poucos minutos de consulta à net.
Aconselho o Sr. Orlando Braga umas leituras mais técnicas a respeito do assunto, já que as armas não estão disponíveis em Portugal (O que é pena senão poderíamos ir a um campo de tiro e nos divertir a atirar e falar dessas coisas. Até lhe ensinava uns truques com um 7,65 como o da Taurus com o qual brincava no Brasil, mas sem balas para ele não se machucar), pois não é com meia dúzia de tiros na recruta, ainda mais depois da bandalheira do 25 de Abril, que se aprende o suficiente para se debater um assunto desses. O que não era realmente preciso era depois chegar ao cúmulo de tentar se colocar numa posição de superioridade em relação a mim de forma tão caricata, como aqui:

Ele há um tipo de gente faz parte de uma geração de indivíduos que viveu a sua juventude dos seus 20 anos num tempo em que o serviço militar não era obrigatório — como não é obrigatório hoje em Portugal. Mas, no entanto, consideram-se autênticos especialistas em armas de fogo. Nunca estiveram numa situação de fogo real, com “elas” a assobiar acima da cabeça, mas pretendem dar lições de armamento a torto e a direito. 

Bom, conheço armas melhor que ele e os jornalistas da grande imprensa, mas pergunto a ele, que fala nessa situação de fogo real com "elas"(quanta intimidade...) a assobiar acima da cabeça, em que batalhas esteve e que medalhas ganhou? É que eu conheço quem esteve em batalha e aprendi muito do que sei com eles, que dizem o contrário do que ele afirma, e não com consultas ao wikipedia e com meia dúzia de tiros dados há décadas, se é que foram disparados, na recruta. E por falar em quem esteve em batalhas, também já pude testemunhar o Orlando Braga a dar lições de guerra a quem de facto esteve em várias, e como era teimoso... Enfim, sou mais jovem do que o Orlando, mas em algumas coisas tenho conseguido revelar mais maturidade e serenidade, características essenciais para se analisar um problema complexo como o porte de armas ligeiras logo a seguir a um massacre aproveitado de maneira imoral pela imprensa socialista, truque no qual caiu e não quer admitir.
Bom, conhecimento de armas não é algo que se deve exigir a um professor de filosofia, que tem todo o direito a dizer umas bacoradas inocentes sobre um assunto não dominado desde que não se "arme" em especialista. Não faz mal, continuo a gostar dele. Por outro lado, a coerência e a honestidade intelectual podem e devem ser exigidas. Passemos adiante e vejamos o que o Orlando Braga faz com a sua sofisticada técnica filosófica ao tentar novamente "aniquilar" a qualquer custo uma observação que havia feito:

“Novamente alerto o leitor para os números: 88 pessoas foram abatidas neste ano em massacres deste tipo. Sabe quantas crianças morrem em média todos os anos nos EUA por causa de acidentes com bicicleta? 250! E ninguém está histérico por causa das bicicletas, e nem deveria estar.”(escrito por mim)
Naturalmente que esta comparação — e mesmo que seja uma analogia! — é absurda porque, em principio, ninguém anda de automóvel com o propósito expresso de matar crianças. Quem escreve isto ou é ignorante, ou usa de má-fé, porque ignora a intencionalidade na acção.

Uma acção acidental não é, por definição, intencional.(Orlando Braga)

Para começar, temos aqui um pequeno deslize que indica que o Orlando estava num estado emocional exaltado quando leu o que escrevi. Eu falei de acidentes de bicicleta, e não envolvendo automóveis, mas isso não tem importância (não quero crer que ele trocou as bicicletas por automóveis para tentar diminuir o efeito que a comparação que fiz tem de expor materialmente o ridículo dessa histeria em torno das "semi-automáticas"). O que tem importância é que ele reforça a ideia que quis passar com a citação desse mesmo facto. Prestem bem atenção: apesar de não haver intenção de matar, todos os anos morrem 250 crianças (só crianças, não incluimos aqui os adultos) em acidentes de bicicleta. Enquanto isso, mesmo havendo intenção de matar o máximo número de pessoas da parte de uns malucos que deveriam estar internados e conseguiram armas de maneira bastante nebulosa, foram mortas 88 pessoas em massacres desse tipo em 2012 com as tais poderosas armas de guerra. Ou seja, não temos aqui razão para ficar histéricos pois, mesmo havendo intenção e meios de matar pelos malucos, que estão à solta por razões que interessa descobrir, e é nisso que devemos focar a nossa atenção, eles mataram 88 pessoas num universo de 300 milhões de habitantes. Quem não entende isso é porque está determinado a não entender.


de resto, o Orlando Braga novamente fugiu à parte mais importante da minha defesa do porte de armas ligeiras irrestricto por parte dos cidadãos, que é a parte onde falo de política e faço referência à História. Enfim, depois de tocar nesse ponto duas vezes, dizendo inclusive, da segunda vez que este argumento, o mais importante nessa discussão, foi usado, que ele havia sido ignorado, provando má-fé.  Espero mais da próxima vez que houver uma intervenção do Orlando. Estou convicto que é aceitável exigir de alguém que se identifica como conservador uma postura mais séria e menos "ideológica". Ninguém foge dessa regra e não estou a me colocar por cima nessa questão, afinal, também eu não posso fugir a isso sem que haja dano à minha reputação.
Vejam a troca de posts toda e cheguem às vossas próprias conclusões. 
Enfim, vale a pena ler o blog do Orlando para aprender mais acerca da filosofia e conhecer algumas perspectivas válidas, interessantes e inteligentemente escritas a respeito de política e cultura. O Orlando acerta muitas vezes e não é por causa de uma série de bacoradas que deixa de ter valor e ser importante. Porém, é necessário levar em conta que por vezes ele é motivado pela vaidade e escreve coisas que ficam muito aquém do seu melhor. 
Voltando à questão de legítima defesa, tendo em mente a última frase do texto do Orlando, pergunto: como nos defendemos de exércitos governamentais com .38? Ou será que na mundivisão do Orlando isso é impossível pois chegamos ao Fim da História? Fico aguardando uma resposta pois já perguntei a quem esteve em guerras, só para ter a certeza de que não estou enganado, se isto é possível, e a resposta foi negativa. Quanto ao que a Igreja tem como posição oficial nesse capítulo tão específico, não tenho problemas em afirmar que está incorrecto, se é mesmo o que o Orlando Braga insinua ser, afinal, isso não é uma questão de dogma e a minha suposta discordância não faz de mim um herege - e um eventual erro de avaliação da Igreja nesse ponto não mete em causa a sua autoridade. 
Para terminar, quem tergivezou e veio com a conversa técnica não fui eu, mas sim os especialistas em armas aparecidos depois do massacre, que de repente começaram em uníssono, por "coincidência", a falar de "semi-automáticas", armas de guerra, bushmasters .223, tanques e outras bobeiras. Se "por acaso" fui obrigado a abordar estes pontos menores e puramente técnicos, quando o mais importante na minha perspectiva é a questão política e geopolítica subjacente a esta discussão, que nem cheguei a abordar, foi por causa da insistência de muitos, incluindo o Orlando, em falar deles, ainda por cima sem saber nada do assunto e, o que é pior, divulgando asneiras com um tom de certeza que "desarma" os que nada conhecem de armas, fazendo assim o jogo político dos grupos que o Orlando combate (e eu também). Era preciso que alguém mostrasse que estamos todos diante de um engodo, ainda por cima da parte de quem nos subestima a todos. 
Portanto, Orlando, faça um favor a todos nós e a si: cale-se em relação a este assunto para o qual não estás preparado pois isto vai levar muitos a pensar que o resto do que dizes também tem a mesma validade, e sabemos que isso sim seria uma injustiça e causaria danos a todos os conservadores. Deixemos a palhaçada para a esquerda, para os libertários e liberalóides. Continuo e continuarei a ler o seu blogue e espero que um dia tenhamos essa questão resolvida como cavalheiros. Suspeito que um "ente qualquer" anda por aqui a causar fracturas graves entre aqueles que deveriam unir esforços e consigo passar por cima disso tudo pois eu também já fiz a mesma coisa no passado, sabendo assim que estas pequenas coisas não fazem de nós Lanzas. Digamos que não ficaria minimamente preocupado se tivesses um AR-15 da Bushmaster em casa (mas só ganha o carregador e as balas se fizer um curso). No dia em que isso for permitido por cá, até te ofereço um no Natal. 

Um abraço e Feliz Natal.