Sexta-feira, 24 de Maio de 2013

A República dos Bananas contra-ataca.

O chamou de palhaço? Aí, que horror! Quanta falta de chá! Isso é coisa de gente piegas
e país subdesenvolvido. Só em Portugal! Achas que isso acontece na Suécia? É por isso que somos
pobres e atrasados. Noutro dia perguntei à senhora do café se ela vendia brownies.
 Sabe o que ela me disse? - Aqui não há dessas paneleirices. 
É por isso que Portugal está condenado...


Aproveitarei uma questão menor para falar de algo importante:


Um jornalista conhecido numa nação civilizada chama o presidente da mesma de palhaço, com toda a razão. Vejam bem, ele não está a fazer nenhuma falsa acusação, mas apenas a usar um termo apropriado à realidade em questão. Para dizer a verdade, chamar Cavaco de palhaço é um eufemismo e deveria ofender apenas os palhaços, afinal, estes trazem alegria e fazem por merecer o que ganham.
Diante disso, qual é a reacção da maioria da direita, que deveria ser a primeira a assumir a luta contra este farsante que desde sempre a enganou? Acusar o jornalista de falta de educação...
Com uma direita dessas, que ao respeitar quem não merece respeito e desrespeita o cargo que ocupa dá autoridade a quem não a tem, ao invés de negar a autoridade do mesmo e expor a natureza tirânica do poder que combate, não se chegará a lado nenhum. Essa "direita" fetichista vive uma espécie de alucinação em que o mundo foi reduzido a um grande de salão de chá onde se debatem ideias e a melhor delas acaba sempre por se fazer dominante.
Lembra a nobreza de corte francesa do século XVIII, afastada da província, do povo, das actividades militares e económicas, vivendo à sombra de um poder central que critica nos detalhes insignificantes mas idolatra na essência. Enquanto espalha a insatisfação com a "crítica construtiva" que promove, se mantém na inacção pois deseja ser convidada para fazer parte do círculo de poder ao invés de o tomar. Prepara assim a queda do regime e a sua tomada pelos mais agressivos, que na primeira oportunidade não deixam de exterminar todos aqueles que podem criar problemas. 
Quanto ao jornalista, está ao nível dessa direitinha:


E enquanto os bananas se escandalizam com o uso do termo palhaço, já devem ter sido assassinadas umas centenas de crianças no ventre das mães, emigrado umas centenas de jovens, se suicidado algumas dezenas de cidadãos desesperados e nada indica que chegamos ao fundo do poço.

Quinta-feira, 23 de Maio de 2013

Um bom ano para as forças terrestres da Rússia.

Armata, o novo MBT russo.

Enquanto os países ocidentais cortam os gastos militares e planeiam cortes ainda mais intensos, reduzindo as suas parcas forças e deixando que parte significativa do material de guerra não esteja em condições operacionais por falta de manutenção, o que tem sido usado como pretexto para a venda de equipamentos, as nações do Oriente não se deixam enganar e reforçam as suas capacidades militares com uma intensidade nunca antes vista. A Arábia Saudita, por exemplo, já possui uma força aérea sem equivalente entre as nações europeias e não pára de fazer novas encomendas, e o exército turco possui um contingente pouco mais de duas vezes maior que o da Alemanha (e está longe de ser mal equipado).
Mas esses exemplos, ainda que longe de serem insignificantes, nada representam perante o desafio que a Rússia e a China constituem. Tenho tentado divulgar alguns factos importantes e ignorados por todos os blogues que falam de política e economia, mas o que divulgo não passa de uma fracção insignificante da realidade. Recomendo a todos os meus leitores que procurem entender o universo das armas e a buscar informações a respeito da evolução do quadro militar mundial, vencendo a barreira da ignorância erguida pela grande imprensa e reflectida pela blogosfera.
Deixando um bocado de lado os desenvolvimentos russos na área dos mísseis, dos aviões de caça e dos submarinos, que tem sido o meu foco quando abordo essas questões, resolvi dar um exemplo do que se passa nas forças terrestres do gigante do norte no presente ano.


Sabemos que as forças russas estão a testar um novo fuzil baseado na bem-sucedida família kalashnikov, o AK-12, que junta a rusticidade e facilidade de manutenção da família AK com a modularidade e precisão das armas ocidentais. De acordo com os dados disponíveis, os testes serão concluídos em Junho de 2013 e a arma estará pronta para a produção em massa no final do presente ano. Na contra-mão da realidade, por cá  já não se fala mais da substituição dos G-3. Isso tudo numa conjuntura em que se deveria falar em treinar e armar toda a população!


Porém, das novidades de 2013 para as forças terrestres, essa é a menos importante, ainda que seja tudo menos insignificante. De acordo com as fontes disponíveis, o novo blindado de transporte de tropas sob rodas anfíbio conhecido como Boomerang, cujo desenho revela uma evolução notável em relação às gerações passadas e também em relação aos congéneres ocidentais, já começou a ser entregue e a sua produção chegará ao nível máximo em 2015, permitindo a total substituição da actual frota russa de blindados de transporte em poucos anos (mais outro programa com o ano de 2017 como marco?).


Sem sair do campo dos blindados leves, há uma outra novidade para este ano: a família de blindados sobre lagartas IFV Kurganets 25, também anfíbio e capacitado para o transporte de tropas, mas especializado em missões de artilharia e anti-tanque se acordo com a variante. Há pouco tempo atrás vazou uma fotografia de uma conferência onde era possível ver imagens da montagem de um destes veículos em fase avançada e tudo leva a crer que o cronograma que aponta para a produção em massa também em 2015 será cumprido.
Passando dos blindados leves aos pesados, falemos agora do novo MBT russo, que substituirá o injustamente mal afamado T-90, o Armata. De acordo com o que se pode apurar, o seu desenvolvimento chegou ao fim e as primeiras unidades começarão a ser entregues ainda em 2013, chegando a produção ao pico em 2015. Sem diminuir a impressão causada pelas armas já citadas, sou obrigado a dizer que o Armata supera tudo o que já vi em matéria de blindados, parecendo um objecto retirado de um filme de ficção científica. Armado com um novo canhão de 125mm e dotado de sistemas de tiro tão sofisticados quanto os melhores congéneres ocidentais, o Armata ainda conta com a capacidade de atirar mísseis anti-tanque com o seu canhão de alma lisa, o que lhe dá uma vantagem extra sobre qualquer tanque ocidental. Essa capacidade não é inédita em tanques russos, mas tudo leva a crer que as antigas deficiências em termos de precisão relacionados com o uso da munição convencional num canhão de alma lisa foram resolvidas.


Para além do canhão de 125mm capaz de lançamento de mísseis, o Armata contará com mais dois canhões para defesa anti-míssil, anti-aérea, anti-veículo e anti-pessoal. E o Ocidente, o que faz? Para não me prolongar em demasia, direi apenas que fiquei a saber que o Reino Unido recomendou aos seus soldados que não usem nada que os identifique como tal para evitar que mais ataques como os de ontem voltem a acontecer...

Quarta-feira, 22 de Maio de 2013

Maravilhas do multiculturalismo: decapitação em Londres

Mal absorvi a notícia do suicídio do historiador francês Dominique Venner, acontecimento que me intriga e sobre o qual prefiro ficar em silêncio até obter mais informações, fui golpeado com outra notícia que reflecte bem o estado da Europa setentrional:


Já aqui disse que a actual crise europeia, que mais não é do que um capítulo numa crise que é global, não passa de um prenúncio de acontecimentos dramáticos que ameaçarão a civilização. Preparem-se para o que virá pois recordaremos estes anos de falsa austeridade como anos fáceis dentro de pouco tempo. No nosso caso, a maior fragilidade de Portugal reside na sua dependência do exterior no sector agrícola e no facto da sua população estar desarmada, o que é um erro estratégico grave.
Porém, apesar de tudo, Portugal ainda está numa posição vantajosa em relação ao resto da Europa, especialmente em relação à sua parte setentrional, cujas dezenas de milhões de imigrantes ilegais e legais procedentes de outras civilizações se tornarão numa maioria em trinta anos se nada for feito. Procurem pelos números da islamização de algumas áreas no passado e reflictam no que se passa, sem esquecer que algumas coisas mudaram. 
O Kossovo, por exemplo, é um óptimo caso de estudo, mas temos que levar em conta que nos dias de hoje a intensidade dos movimentos populacionais e o diferencial da taxa de natalidade favorecem ainda mais o Islão. A curto prazo, especialmente porque as condições sociais e políticas continuarão a se deteriorar e a evolução geopolítica não dá grandes esperanças, veremos coisas que as actuais gerações europeias julgaram impossíveis, ao menos no velho continente. 
O assassinato em Londres, que está longe de ter sido o primeiro, é especialmente revelador do que nos espera pois aconteceu num contexto em que Ocidente ajuda descaradamente os sectores mais anti-ocidentais do Islão. Dá para imaginar o que vai se passar quando batermos de frente, e isso é iminente. 
Quanto ao multiculturalismo, acredito que seja possível, mas não numa sociedade ocidental que respeite as liberdades tradicionais dos seus cidadãos. Olhando para a história do mundo, isso só funcionou debaixo de estados altamente repressivos, e nenhum destes durou para sempre. A Jugoslávia de Tito foi um exemplo. 

Leitura adicional: ‘Multiculturalism failing’: Swedish PM pleas for order as riots engulf Stockholm suburbs

Do episódio do prós e prós do qual todos falam.

Não perco o meu tempo com a porcaria da televisão, e ainda menos com o prós e prós. Quando há alguém por lá que realmente seja do contra, é logo calado e posto na rua. Assisti o pequeno episódio em que um rapaz de nome Martim deixou a Raquel Varela com cara de anel do couro por recomendação e o que vi era bastante interessante. Escreverei umas linhas a respeito da minha visão.
Vi um jovem bastante expedito que me pareceu vir do subúrbio. Esperto e esforçado, teve uma ideia para começar um negócio com muito pouco e devagar, mediante o sucesso, foi dando passos maiores.
Estou longe de ser um daqueles bestinhas que idolatram a figura do empreendedor. Um empreendedor para mim é apenas um empreendedor e eles são tão necessários à sociedade quanto os outros trabalhadores, porém, não me venham compará-lo com o santo, o guerreiro e o estadista! Só passo a não gostar deles quando, ao invés de se dedicarem aos negócios, começam a tentar fazer política e a achar que podem gerir uma civilização como se esta fosse uma empresa.
O ponto é que o tal jovem parece ser bom no que faz e criou um negócio que pode dar emprego e esperança a muita gente, e nada mais interessa. Do outro lado, na posição em que se sentam "os especialistas", vi a Raquel Varela, personagem que por acaso conheci pessoalmente. Muito longe de ser uma jovem do subúrbio, acostumada a fazer pela vida, a Raquel Varela estudou sem dificuldades numa universidade e nunca soube o que é faltar dinheiro.
Seguiu o caminho que traçou e conseguiu, sem evoluir intelectualmente pois se fechou no mundo vermelho, se tornar "investigadora". Ou seja, ela é paga com o dinheiro dos impostos daqueles que, como o Martim, suam para garantir a sobrevivência.  Porém, o Martim cometeu um erro que é o de não ser submisso e tentar subir na vida por mérito próprio ao invés de se tornar um coitadinho que precisa de chefinhos que lhes prometam a vida dos ricos sem nenhum esforço.
Ou seja, é um Kulak, e por isso deve ser abatido pelos comissários do povo. Porém, basta olhar para o jovem e para a Raquel para saber quem é que realmente pertence ao povo e quem é que vive de sugar o seu sangue...

Como desmantelar o "estado social" sem cair na estupidez liberal?

A Hungria acaba de dar um passo importante. Ainda que considere esta medida insuficiente, é um grande passo na direcção correcta:

Hungria transfere escolas públicas a instituições religiosas.

Por cá, podíamos manter uma universidade e uma escola de elite para algumas centenas de alunos sob a administração central,  de modo a servir de exemplo, e deixar que os municípios, os professores, os pais e várias instituições, com destaque para a Igreja, ocupassem o espaço deixado pela retirada do estado desse importante sector. Pagaremos muito menos pela educação dos nossos filhos e esta finalmente dará bons fructos.

 

 

Em memória do General Videla.



Nada disse a respeito da estranha morte de Videla, que se encontrava sob custódia do estado argentino, mas não posso deixar de lhe prestar uma homenagem, ainda que sucinta. Os jornais foram unânimes em qualificar Videla como um ditador sanguinário, quando na verdade ele salvou a Argentina de um banho de sangue e sempre agiu com moderação, limitando os excessos dentro do que é possível num cenário de guerra. Felizmente, ainda há gente na direita com coragem para dar a cara e defender um dos seus e hoje li um belo epitáfio que faz justiça ao general e faço questão de divulgar:

VIDELA - Epitáfio de um general

Segunda-feira, 20 de Maio de 2013

A era da mulitação feminina chegou ao Ocidente.

Na semana passada assistimos a uma intensa campanha de divulgação da auto-mutilação da actriz Angelina Jolie, uma senhora totalmente comprometida com as causas globalistas. Não me preocupei em fazer uma investigação do assunto pois era óbvio que tudo aquilo era um golpe mediático. Porém, estava longe de imaginar a complexidade dos interesses por detrás deste golpe:


No Oriente, as mulheres são mutiladas por causa de uma superstição tolerada por várias correntes do Islão, enquanto por cá desejam fazer o mesmo debaixo da superstição a que, por inércia, ainda chamamos de "Ciência". A grande diferença é que por cá isso gera lucro e é aceite e promovido pelo politicamente correcto.