quarta-feira, 9 de Julho de 2014

A verdade sobre o passado português começa a aparecer.

Há duzentos anos a História de Portugal é alvo de uma acção cujo objectivo é destruir a sua identidade e legitimar os grupos que dominam o país e o conduzem ao totalitarismo, ao jugo internacional e ao fim como nação, mas graças a um grupo crescente de historiadores que decidiram ir às fontes, muitas delas inéditas, ao invés de se resignar a consultar fontes secundárias, a mentira começa a ruir. A um desses bravos homens quero deixar aqui um agradecimento: o Historiador (esse é mesmo) Miguel Castelo Branco.
Nestes últimos dias, apoiado pelo embaixador de Portugal na Tailândia e por outros patriotas, ele prestou serviços notáveis à nação, contribuindo de maneira incisiva para destruir alguns mitos espalhados pela historiografia de outras nações europeias e reforçados pela completa omissão e/ou ignorância que os contadores de estórias do regime dedicaram a aspectos vitais da História Pátria que põem em causa o trabalho das suas vidas e a sua biografia.

Textos recomendados.

Caros, por recomendação do blogue Insurgente, acabo de ler um texto interessante acerca da falsidade da retórica do combate ao défice deste governo de traidores a soldo dos bancos.

A PROPAGANDA PROSPERA E O DESPESISMO CONTINUA


Como desde há muito venho dizendo, o que se está a fazer é preparar uma situação de desespero que force o Estado a vender os bens que ainda possui ao desbarato, como já vem sucedendo no caso dos imóveis vendidos a preço de banana aos grupos que financiam o PS/PSD e depois os alugam ao Estado a preço de ouro. O mesmo será feito em relação a todos os bens nacionais, incluindo a ZEE, o mais cobiçado bem da nação lusa.
Porém, faço a ressalva de que o texto discorre a partir dos números oficiais revelados por este governo de mitómanos e psicopatas seguros da sua impunidade. No texto abaixo se pode ter uma ideia do que é apenas a ponta do Icebergue:

Governo desmente “discrepância nas contas” públicas


Acreditem que esta é a maior crise financeira que Portugal alguma vez já viveu. Conheço os números e a História do país, e afirmo sem sombra de dúvida que a situação actual supera em gravidade o aperto financeiro vivido durante as guerras da Restauração, a situação que levou Portugal a emitir obrigações através do Barings em 1802 ou a depressão criada durante a primeira república pelos mesmos grupos que agora mandam em Portugal e o querem entregar para ser gerido directamente a partir de Bruxelas. Não há nada de acidental no que estamos a viver, e se há, está mais do que na hora de internar todos os responsáveis numa instituição para doentes mentais.

Brasil: De Império a terra de macacos (Um alerta para o mundo).

Estes eram os brasileiros do passado.


A criação do Ministério da Educação, mais do que qualquer outro factor, foi o passo fundamental na transformação do que já foi um império nascente e com uma elite cultural ímpar, que até superava a de outras nações que hoje estão no topo, como os EUA, numa terra de macacos.
E desde que o eduquês se impôs como paradigma dominante nas faculdades de pedagogia, a coisa piorou, o que deveria se tornar um alerta para todas as nações do mundo que optaram pelo mesmo caminho e ainda estão na fase inicial. Entre elas se encontra Portugal, onde o processo já chegou a tal ponto que até a Universidade de Coimbra se rebaixou perante um ignorante conhecido por "Lula", acto vil aplaudido por quase todos.


Graças a Piaget e outros, estes são os de hoje.

Esse fenómeno de idiotização promovido a partir de cima, técnica favorecida pelo socialismo ocidental para controlar as suas populações, acaba por sua vez idiotizando também as classes que se encontram no topo da sociedade, já que em sistemas monolíticos, como são os socialistas, a tendência dos que estão no topo é se estagnarem num nível um bocado acima da população geral, usando da coerção psicológica e física para afastar as pessoas de mérito que ameaçam a sua posição, tal e qual acontece na própria economia socialista. Assim, a cultura vai sendo balizada pelo piso ao invés de o ser pelo topo, o que conduz a um ciclo vicioso de decadência.


E se depender do Ministério da "Educação", assim ficarão no futuro.

Voltando ao Brasil, a situação chegou a um ponto que seria preciso uma obra de ficção em vários volumes para a descrever, e desconfio que em menos de uma geração ela estaria desactualizada. Assim, deixo à imaginação do meu leitor a tarefa de pensar no que se passa, e como estímulo para isso sugiro o vídeo que está no artigo abaixo, que mostra um programa educativo da ABIN, a Agência Brasileira de "Inteligência":

VÍDEO EXCLUSIVO: Abin faz teatro com Batman, Robin e Mulher Gato para ensinar agentes


E depois os meus conterrâneos reclamam quando os estrangeiros riem de nós e nos atiram bananas!

Texto para reflexão.

Asinus asinum fricat.


Disponibilizo aqui um texto de Olavo de Carvalho para a reflexão dos leitores. Se hoje o Brasil e Portugal se encontram em decadência, levando consigo todo o mundo lusófono, em primeiro lugar isso se deve à obra de destruição da cultura que começou há alguns séculos, quando Pombal, homem que já admirei, mas que aos poucos, graças ao estudo, passei a desprezar, expulsou os jesuítas. Algumas das críticas feitas pelos estrangeirados, como a falta de atenção para com as ciências experimentais por parte da academia portuguesa, eram pertinentes, e os próprios jesuítas estavam a agir no sentido de suprir essa falta. Entretanto, Pombal abortou os frutos desse árduo trabalho que só poderia ser feito, se a qualidade fosse o objectivo, de maneira gradual, e destruiu a catedral da alta cultura portuguesa e brasileira. A reforma pombalina fracassou, como o próprio Domingos Vandelli admitiu, mas os seus resultados nos afectam até os dias de hoje. As piores consequências nem se devem à reforma universitária em si, que poderia ser revertida se as outras estruturas tivessem sido mantidas, mas ao facto da extinção da ordem jesuíta ter deixado um vácuo no ensino básico e secundário que nunca foi reocupado. O ensino de massas que mais tarde iria se desenvolver começou a partir de concepções já cheias de vícios: não por acaso assistimos hoje, quando ele finalmente se universalizou, a uma total inversão dos valores que sempre estiveram por detrás da ideia de educação.
Enfim, já escrevi demais. É hora de deixar quem sabe de facto escrever e possui um conhecimento ímpar se expressar:

Quem come quem
Olavo de Carvalho
12 de Junho de 1999
A luta pela "identidade nacional" na cultura brasileira tem sido uma longa comédia de erros. Enquanto nossos vizinhos buscavam sabiamente fortalecer os laços que os uniam à cultura hispânica de origem, lutávamos obsessivamente para cortar toda nossa raiz lusitana. Se é verdade que "pelos frutos os conhecereis", está na hora de admitir que apostamos no cavalo errado. De um lado, há perfeita continuidade de Perez Galdós a Jorge Luís Borges, de Unamuno a Octavio Paz, enquanto entre nossos literatos (para não falar de estudantes de letras) não se encontrará um só que, lendo Camilo Castelo Branco, não esgasgue a cada linha, intimidado por um vocabulário que com apenas um século de idade se tornou impenetrável mistério antediluviano. De outro lado, o idioma espanhol se afirma poderosamente como língua de cultura mundial, enquanto o português vai perdendo terreno aqui dentro mesmo, acossado pelo barbarismo midiático, manietado pelos fiscais politicamente corretos, açoitado pelos feitores da incorreção obrigatória.
Um efeito cíclico da nossa obsessão identitária é que, quanto mais nos afastamos da nossa raiz autêntica lusitana, mais temos de tomar emprestada a seiva alheia, seja francesa ou americana, e mais a nossa sonhada autenticidade se torna uma caricatura do estrangeiro. E o motivo disto é bem evidente: recusando-nos a desenvolver formas e estilos a partir de uma tradição lingüística própria, não nos resta alternativa senão rebaixar-nos a fornecedores de matéria-prima. Já no Romantismo, nós entrávamos com os papagaios e os coqueiros, Chateaubriand com a fórmula literária. Ora, em literatura, a forma é tudo: cor local, temas, cenários e documentarismo lingüístico contribuem menos para definir a nacionalidade de uma obra do que o faz a forma interna, esta sim, inconfundivelmente americana ou russa, inglesa ou lusa. A narrativa ágil e quase jornalística dos romances de Hemingway é sempre americana, quer a história se passe em Paris ou se adorne de acento espanhol. Imitada em francês, em malaio ou em urdu, permanece americana, pela força da matriz lingüistica onde foi gerada como solução americana para problemas expressivos americanos. Mais nos valeria, pois, ter desenvolvido a novela camiliana, mesmo que fosse em histórias passadas na África ou no planeta Marte, do que adaptar os temas nacionais ao modelo proustiano ou ao realismo socialista, ainda que temperados de gíria baiana ou mineira. O primado da forma, a sujeição da matéria, são leis inescapáveis, em literatura como em tudo o mais: "Quando o coelho come alface, é a alface que vira coelho, não o coelho que vira alface", resume Jean Piaget. Cobras e índios no molde literário de Apollinare não são cultura brasileira: são o delírio de um turista francês, intoxicado de cauim. O segredo da brasilidade autêntica do teatro de Ariano Suassuna não está nos temas, comuns a tantas obras epidermicamente nacionalistas, nem na imitação da linguagem popular, obrigação dogmática que se tornou cacoete: está em que a fórmula estrutural de suas peças não se inspirou em Sartre ou Brecht, e sim nos autos medievais lusitanos. Suassuna não é brasileiro porque come coco, mas porque digere a fruta local no estômago da tradição lusa. A forma é tudo. E um candomblé na Sorbonne não é sincretismo brasileiro: é a antropologia francesa engolindo o Brasil.
Mais fez pela brasilidade do romance um Machado de Assis, criando com assunto urbano e em português castiço a fórmula inédita das Memórias Póstumas (não há por que exgerar a influência de Sterne), do que dezenas de imitadores de Zola narrando histórias de escravos com sintaxe de cangaceiro. Uma nova fórmula vale mil assuntos. Ser brasileiro, para um romancista, é integrar a experiência — local ou mundial, pouco importa — numa chave intelectual e estética criada por nós segundo as nossas necessidades, e não integrar materiais locais e trejeitos lingüísticos regionais numa tradição narrativa francesa ou inglesa. É uma simples questão de quem come quem.
O protesto de Evaldo Cabral de Melo, de que só povos complexados se preocupam com a própria identidade, pode ser aceito como um exagero corretivo, mas continua exagero. A obsessão germanizante de um povo em luta com o complexo de inferioridade gerou Hermann e Dorothea e a filosofia de Fichte, Schelling e Hegel. E a afirmação xenófoba do russismo contra a hegemonia franco-germânica produziu Dostoiévski, Soloviev e Lossky. Abençoada neurose!
Nosso erro não está em buscar uma identidade. Está em três fontes de engano, nas quais bebemos compulsivamente há mais de um século. Primeira: revoltamo-nos sempre contra o dominador errado. Escravos da Inglaterra, continuávamos a nos bater contra o extinto domínio português. Intoxicados de francesismo, esforçávamo-nos por expelir de nosso ventre os últimos resíduos da herança portuguesa. E hoje, paralisados sob as patas do império mundial anglófono, encenamos ainda um ridículo Ersatz de rebeldia, não anti-anglo-saxônica e sim antilusitana, jogando bombas ideológicas contra a "língua dos dominadores", como se o FMI fosse presidido por Cândido de Figueiredo e a Gramática Metódica de Napoleão Mendes de Almeida fosse a Carta da ONU. Vista sob esse prisma, nossa pretensa busca de independência não é senão afetação e disfarce para encobrir nosso compulsivo puxa-saquismo, nossa incoercível devoção ao poder mais forte, nossa renitente hipnose de botocudos ante os prestígios internacionais do momento.
A segunda coisa: acreditamos demais na mágica besta do popular, do local, do costumeiro e corriqueiro. Achamos que falando de coisinhas do nosso dia a dia e imitando a fala do povo seremos nacionais, quando a força da criação nacional não está na sua matéria, muito menos no populismo do seu estilo, e sim na originalidade das soluções estéticas e intelectuais que, uma vez bem sucedidas, se transformam em soluções e modelos para outros escritores de outras nações. Dostoiévski não representa o gênio russo porque fala da Rússia ou porque imita a fala dos russos, mas porque inventou, desde a Rússia, um sistema de enfoques narrativos que desde então se tornou necessário para todos nós, seja para falarmos da Rússia, seja de nós mesmos. A originalidade de uma literatura nacional é enfim uma só e mesma coisa que a originalidade criativa de seus escritores, a qual por sua vez não é senão a capacidade de dar respostas sérias a ansiedades autênticas. E, quando isto falta, não há documentarismo, populismo ou automacaquice lingüística que o substitua.
A terceira fonte de engano é a perpétua confusão que fazemos entre o universal e o atual. Achamos que, para integrar-nos na cultura mundial, temos de acompanhar o debate que se desenrola entre os povos mais ricos e supostamente mais cultos. Nunca nos ocorre a hipótese de que, no curso desse debate, esses povos possam ter perdido o fio da sua própria tradição cultural, de que possam estar reduzidos à mais profunda incompreensão de si mesmos, de que possam estar mergulhados numa inconsciência que só um maluco suicida desejaria imitar. Tomamos sempre os povos importantes de hoje como se fossem os únicos intérpretes autorizados da tradição ocidental (para não dizer mundial), e nos recusamos a lançar um olhar direto e sem fiscais sobre um passado que eles mesmos, tantas vezes, confessam já não compreender mais. Quem nos garante que, examinando por nossa conta a antigüidade greco-romana, a cristandade medieval, a remota herança dos povos orientais, não seremos capazes de descobrir aí certos tesouros que foram esquecidos pelo establishment cultural euro-ianque ou que mesmo escaparam completamente ao seu horizonte de visão? Quem, que autoridade, que dogma inabalável nos reduz à condição de herdeiros indiretos que só podem ler Marco Aurélio com os olhos de Renan, Parmênides com os de Heidegger ou Aristóteles com os de Jaeger? Quem nos arrebata o privilégio de desfrutar diretamente de uma herança que não pertence só aos povos ricos e que os povos ricos tantas vezes desprezaram, traíram, aviltaram e perderam? Quem nos assegura que a linha de evolução intelectual da Europa moderna foi a única ou a melhor possível que poderia ter-se desenvolvido a partir do legado medieval e antigo? Por que embarcar na paralisante suposição apriorística de que não podemos descobrir aí novos e inéditos desenvolvimentos? Por que fazer da história intelectual européia o modelo paradigmático e inescapável da sucessão dos tempos? Por que repetir, como um disco rachado, que as coisas não poderiam ter sido de outro modo e recusar-nos a experimentar outros modos possíveis? Por que não podemos escandalizar e chacoalhar a empáfia dos usurpadores, lendo Heidegger através de Parmênides, Nietzsche através de Sócrates, a modernidade através da Idade Média? Por que não podemos, em vez de medir o passado com a régua dos senhores do dia, julgar os senhores do dia à luz das sementes cujo máximo e perfeito desenvolvimento eles, sem a mínima prova, asseguram representar? Por que não nos atravemos a provar que as antigas sementes, plantadas em terra nova, podem dar melhores e mais doces frutos do que as ideologias européias, o comunismo, o fascismo, duas guerras mundiais e a presente degradação intelectual do mundo?
Não fomos só nós que caímos na esparrela de abdicar de uma herança que nos pertence. Os portugueses, inferiorizados por não acompanhar pari passu o pensamento moderno, acabaram se esquecendo daqueles fantásticos filósofos de Coimbra, mestres de Leibniz, que em pleno século XVI já pensavam em economia de mercado e física probabilística, saltando três séculos sobre a ilusão mecanicista cujo prestígio, tão invejado pelos ìluministas lusos, só fez atrasar o desenvolvimento das ciências e inspirar, na política, os frutos mais letais do estatismo centralizador. Até hoje Portugal, como um príncipe bêbado que se imaginasse mendigo, atribui suas desventuras ao fato de não ter tido seu Voltaire ou seu Rousseau, quando seu único erro foi o de esquecer-se de si, o de não conseguir olhar seu próprio passado senão no espelho enganoso da modernidade alheia.
Por ironia, justamente nisso continuamos imitando servilmente Portugal. Iludidos pelo dogma de que o presente abrange todo o passado — quando por definição nenhum conjunto de fatos esgota o possível —, recusamo-nos a receber o legado das grandes épocas e continuamos mendigando às portas da mediocridade européia (e americana) atual. Barramos assim nosso acesso a uma verdadeira universalidade e continuamos nos agitando em vão na falsa alternativa cíclica do estrangeirismo e do localismo, ora em formato puro, ora ressurgida sob o disfarce do elitismo e do populismo.
Reincide no engano —só para dar um exemplo recente — o livro de Marcos Bagno, Preconceito Lingüístico. O Que É, Como Se Faz (1), ao assumir a defesa do mais entrópico laissez-faire gramatical contra toda tentativa de conservar a unidade da norma culta, abominada como mecanismo de exclusão social e opressão dos pobrezinhos. Adornando de terminologia técnica uma argumentação que no fundo não passa do habitual apelo ao ressentimento populista contra os adeptos do purismo vernáculo, supostamente também senhores do capital — ai, meu Sacconi! —, o autor nem de longe dá sinal de perceber que, afrouxada a norma portuguesa, o que haverá de predominar não será o democratismo igualitarista das falas populares, autoneutralizantes por sua multiplicidade mesma, e sim a influência ordenadora da norma anglo-americana, ocupando substitutivamente — e usurpatoriamente — o lugar da regra vernácula. Isso aliás já vem acontecendo, como se vê pela alarmante disseminação do uso de palavras portuguesas montadas segundo uma sintaxe inglesa — "amanhã estarei indo viajar" —, o que já não é mais a corriqueira assimilação de vocábulos estrangeiros e sim precisamente o contrário de uma assimilação: é uma adaptação do material nacional à forma dominante estrangeira, é ser assimilado, é fazer o papel da alface na fisiologia do coelho. Toda cultura nacional é um vasto sistema de incorporações, no qual manifestações isoladas e locais vão se integrando numa unidade superior, e isto acontece com a língua tanto quanto com as idéias. Se, no topo, esse movimento não encontra um critério de unidade que lhe seja próprio, ele logo se amolda a um de fora, preferindo antes ser assimilado do que voltar à dispersão de onde partiu. Se o prof. Bagno fosse um agente consciente do imperialismo, pretendendo dissolver a nossa unidade lingüistica para lhe sobrepor a americana, seu livro seria obra de inteligência, mista de maquiavelismo. Mas não: ele é apenas mais um esquerdista doido, desses que, ansiosos para expressar sua miúda revolta imediatista e cega, não sabem a quem servem em última instância e aliás não querem nem saber: falam o que lhes dá na telha e, de tempos em tempos, constatam, mais revoltados ainda, que tudo deu errado e seu mundo caiu.
Para cúmulo de inconsciência, o prof. Bagno, citando indevidamente Aristóteles, proclama que sua obra é política, quando a política para o Estagirita é o cuidado do bem comum, isto é, a vigilância sobre os rumos da sociedade como um todo, e nunca a adesão parcialista a exigências de grupos ou classes, defendidas como se valessem por si e sem o mínimo exame das conseqüências que seu atendimento possa produzir sobre o corpo da sociedade integral. Para os meninos da Febem ou para o lavrador de Ponta Grossa, pode ser bom ou pelo menos cômodo, a curto prazo, que os deixem escrever como falam, sem subjugá-los à uniformidade da norma. Subjetivamente, eles talvez se sintam, assim, menos excluídos. Mas, objetivamente, aí sim é que estarão excluídos, aprisionados na sua particularidade e sem acesso à conversação das classes cultas. Tudo depende de saber se preferimos enfraquecê-los pela lisonja ou fortalecê-los pela disciplina. Há nisso uma escolha moral que os amigos do povo preferem não enxergar. E se, levando as opiniões do prof. Bagno às últimas conseqüências, as próprias classes cultas desistirem da norma unitária e, para não passar por preconceituosas ante o olhar malicioso dos ressentidos, adotarem como obrigatória a entropia populista, então das duas uma: ou a entropia arrastará na sua voragem o pouco de possibilidade de diálogo racional que ainda resta neste país, ou então uma norma substitutiva acabará por se impor, e ela certamente virá da rede das telecomunicações, cujo idioma e padrão é o inglês. Qualquer das duas coisas será indiscutivelmente boa, mas para os Estados Unidos. E, se me perguntarem se o que é bom para os Estados Unidos não é bom para o Brasil, direi, de novo, que é uma simples questão de quem come quem.

quarta-feira, 6 de Novembro de 2013

Mudança de blogue

Caros, desejo vos comunicar que a partir de agora escreverei exclusivamente no blogue Prometheo Liberto, continuando o trabalho que fazia por cá nesse projecto por lá. Agradeço a todos pelo apoio que recebi durante estes anos. Não foram poucas as vezes que estive prestes a desistir, chegando por vezes a desistir de facto, e foi só graças ao apoio dos meus poucos e bons leitores, alguns dos quais considero amigos, apesar de nunca os ter visto, que continuei. O Gládio continuará no ar, de modo a que os posts fiquem acessíveis para todos os que desejarem investigar o seu conteúdo. Um grande abraço a todos e que a Providência nos ajude a alcançar a victória contra o inimigo comum.

sexta-feira, 25 de Outubro de 2013

Pax Sinica

Há anos que deixei de acreditar nos dados oficiais chineses a respeito das suas reservas de ouro, mas não só. Na verdade, não acredito em mais nenhuma dessas tabelas que "andam por aí". Nuns casos, como os EUA e o Reino Unido, bem sei que estes números estão bem acima da realidade, enquanto noutros, como a China e a Rússia, sei que estão abaixo. Não são apenas os indícios deixados por algumas declarações de personagens importantes e pelas notícias do mundo financeiro que me levam a essa desconfiança, mas até a experiência em primeira-mão me indica que há algo a se passar e isso não nos é transmitido pelos media. Acho que ninguém deve ter deixado de reparar na proliferação dos negócios de compra de ouro durante a última década. A grande pergunta é a seguinte: de onde vem o dinheiro para comprar esse ouro todo? Levando em conta a ambição chinesa de se chegar a uma reserva de 10 mil toneladas de ouro, acho que não é difícil responder essa questão.

terça-feira, 15 de Outubro de 2013

O maravilhoso mundo que a Revolução Protestante criou

Arte protestante.

Há poucos dias li um artigo escrito por um desses fanáticos protestantes onde a Igreja católica era atacada com mentiras criadas para esconder os crimes protestantes, mentiras essas destruídas nas últimas décadas pela historiografia séria, feita a partir de documentos e da investigação e não da repetição do que foi escrito nos últimos séculos pelos vencedores da história:
 

Deveria o tal pastorzeco de seita com nome brega pensar na seguinte questão: se o protestantismo é tão bom, porque todos os movimentos de ataque contra a civilização cristã foram criados nas nações onde a Revolução Protestante destruiu o catolicismo, onde se inclui quase todo o mundo germânico, ou onde o protestantismo teve influência suficiente para alterar o equilíbrio antes existente, como em França.
E por falar em movimentos de ataque contra a civilização cristã, eis a última novidade: acabo de saber a respeito de uma "artista" que mata e tortura animais para criar as suas "obras". Senhores, vos peço para assinarem uma petição contra essa criminosa:


Infelizmente, tudo isso há de chegar a Portugal. As nações protestantes, como sabemos, não se contentam em viver ao seu modo. Para elas, é preciso impor o seu modelo a todos. Os protestantes são assim enquanto indivíduos e, por extensão, enquanto nações. Para além de séculos de convivência com essa praga, não faltam exemplos recentes. Desde as guerras começadas por Bush até o barco do aborto invadindo o nosso mar territorial para nos impor a legalização do aborto.  

Escreverei mais sobre o assunto, mas o farei no Prometheo Liberto.